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Clinicamente a psicose ocorre na evolução do alcoolismo crônico, seguindo geralmente de um ataque de delirium tremens. A sintomatologia básica compreende defeitos da memória de retenção. O paciente é incapaz de integrar material novo em sua memória, por exemplo, lembrar o que comeu no almoço e preenche, então as lacunas com confabulações. A memória para evntos passados é boa. A orientação quanto ao tempo é mais afetada que a orientação quanto a pessoas e lugares.
Geralmente os pacientes sabem que estão no hospital e reconhecem
os médicos e enfermeiras, embora não pelos nomes. Sofrem de alucinações visuais
e auditivas. Afetivamente há uma mistura de euforia e irritabilidade; às vezes,
são afáveis outras são implicantes. Sua conversa é clara e inteligente e as
confabulações são surpreendentemente plausíveis.
Quando melhoram raramente reconhecem que sua condição anterior era
devido ao álcool. Fisicamente os sintomas são dor, atrofia muscular, paralisia,
diminuição ou abolição de reflexos tendinosos, sensibilidade ao nível de
troncos nervosos e em casos mais graves, mãos e pés caídos. Pode ocorrer
paralisia ocular e o nistagmo é muito comum.
A causa mais comum é a deficiência de vitaminas do complexo B,
principalmente tiamina.
Em geral os casos dessa psicose têm uma evolução prolongada;
alguns apresentam melhoras nas seis primeiras semanas. De modo geral a saúde
física recupera-se num grau maior do que a mental. A memória às vezes, não se
recupera e muitas deteriorizações mentais podem persistir, tais como fácil
sugestionabilidade emocional e falta de eficiência.
Milda Pereira da Silva 2002- todos os direitos reservados