Ópio e Derivados

Ópio e Derivados 

 

 

 

 


 

No Brasil a dependência do ópio não constitui um problema médico-social, como ocorre nos países asiáticos, porque não há facilidade de acesso á droga. Mesmo a dependência á morfina e a outros derivados como a diamorfina (heroína) e a codeína não representa muito se comparada com a de outras drogas, como a maconha, a cocaína e os psicotrópicos.

O viciado em opiáceos ao injetar a droga endovenosamente tem uma sensação de bem estar e euforia, aumentando a auto-estima e o sentimento de competência. A tolerância a droga é grande mas pode ser uma impressão enganosa. Se por acaso ficam sem o tóxico e conseguem superar a fase de supressão e tomar depois uma dose menor a que estavam habituados os resultados podem ser fatal.

Os efeitos estão relacionados não diretamente á droga mas a vida que o viciado leva, são a deteriorização dos valores morais, o desleixo com a aparência, a ociosidade, o rompimento das relações familiares e sociais. O viciado em morfina e heroína deteora-se também na saúde física, pois o apetite é escasso, há constipação e perda de peso, fraqueza muscular, tremores e impotência. A propenção a infecções é maior no lugar da picada podendo ocorrer hepatite, tétano, septicemia e endocardite bacteriana. O mais impressionante na dependência destas drogas é a síndrome de abstinência que ocorre após 12 horas da última dose, os sintomas são lacrimejamento, espirros, bocejos seguidos de anorexia, tremores, calafrios. Depois de 36 horas a pessoa passa a ter contrações musculares, câimbras nas pernas, nas costas, na barriga, a pressão sobe, há vômitos e diarréias, insônia e grande inquietação.

Durante a crise de abstinência, o paciente mostra toda sua fraqueza: é pessimista, chora, ri, pragueja, agita-se, irrita-se, tenta se agredir e aos outros.

A síndrome de abstinência é sempre muito dramática e a intensidade dos sintomas não está ligada á quantidade de droga da última dosagem.

 

 

 

 

Milda Pereira da Silva 2002- todos os direitos reservados