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Droga
psicoestimulante como a anfetamina, a dextroanfetamina, a metanfetamina e
similares causam de início uma sensação de bem-estar, de alegria, de alívio da
fadiga e por isso são muito procuradas por adolescentes em busca de sensações novas
ou por adultos que desejam ajuda para seus desânimos, suas depressões. Os
efeitos são seguidos por depressão e fadiga e, como a tolerância farmacológica,
são necessárias doses cada vez maiores para a produção do bem-estar desejado. O
abuso pode levar a um estado de intoxicação crônica cujos sintomas são
parecidos com os da cocainomania. Os pacientes, embora relatem sensações de
segurança e autoconfiança, não conseguem disfarçar a ansiedade e a
irritabilidade. Outros sinais são a rapidez na fala, um constante estado de
alerta, euforia incomum, ou ranger de dentes, irritabilidade, apatia.
Fisicamente encontram-se boca seca, tarquicardia, pupilas dilatadas, reflexos
abruptos, tremores, nistagmo, perda de peso. Quando a intoxicação é grave
pode-se ter respiração superficial e até colapso circulatório. O adito a
psicoestimulantes, com o decorrer do tempo, pode apresentar dores de cabeça,
náuseas, insônia, acessos de contrações musculares, anorexia, atividade motora
excessiva e outros sintomas de excitação crônica.
O viciado
nestas drogas pode desenvolver um quadro psicótico, caracterizado por
alucinações visuais, idéias de referência e de perseguição mas sem distúrbios
do pensamento. A síndrome desaparece cerca de dez dias após a suspensão da
droga, mas pode ressurgir se a pessoa voltar a usa-la. O vício não leva à
deteriorização permanente, a não ser naqueles pacientes com predisposição à
esquizofrenia.
Milda
Pereira da Silva 2002- todos os direitos reservados