Alucinoses Alcoólicas 

 


 

A variedade mais comum quase sempre aparece nos alcoólicos crônicos, de forma aguda. A consciência permanece inalterada, mas o paciente apresenta alucinações auditivas. Ouve vozes que falam a seu respeito, o acusam, o insultam por causa do vício.

Geralmente o ofendem taxando-o de homossexual, mas às vezes falam em sua defesa. O paciente assiste a tudo como se fosse uma novela radiofônica. As alucinações são raras. Afetivamente, há predominância de ansiedade. O paciente procura explicar suas alucinações e sua angústia elaborando idéias delirantes de perseguição.

Durante o período de alucinose aguda o paciente pode cometer violências em resposta a seus delírios. Pode haver sinais como: cefaléias, insônia e ruídos.

A alucinose alcoólica deve distinguir-se da esquizofrenia, principalmente o tipo paranóide combinada com intoxicação alcoólica.

A alucinose alcoólica, uma vez suprimida a ingestão do álcool, cura-se em prazo de horas, algumas semanas ou meses. Á recaída, entretanto, é freqüente. Se o quadro persistir por mais de 6 meses, transforma-se em psicose orgânica ou cada vez mais se intensificará uma esquizofrenia paranóide desencandeada ou colorida pelo álcool.

 

 

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Milda Pereira da Silva 2002- todos os direitos reservados